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Incontroláveis Desejos sábado, setembro 19, 2009

O inevitável acontece
As pernas estremecem
Coração palpita
Garganta ansiosa por um grito
Que liberte
um desabafo da alma
um sopro em devaneio
Um suspiro de alívio.

Se meus olhos pudessem os teus fitar
Se minha boca
Ressequida de tanto desejo
Pudesse em teus lábios se banhar
Essa secura
Que minha pele põe em rugas
E uma palidez
Como se sangue não tivesse...
Talvez.

Sangue,
Púrpura magia,
Dá-me vida,
Calor,
Dia e noite,noite e dia.
E nas veias um ardor,
Para ti uma manifestação
Das sensações que me causas
Simplesmente por tuas palavras.
Insônia, inquietude...
Náuseas.

Longos são os dias
Incontáveis são as horas
O relógio marca séculos
Esquece-se de andar
E um amanhã de incerto encontro
Me desatina a certo ponto
Mas só me resta esperar
P'ra em teu misterioso abraço me atirar.

Por que a vida prega peças?
Por que o amor emergente demora quando se tem pressa?
Sede,
Fome,
De vida,
De emoção,
Quanto mais temos certeza
Mais entramos em contradição
Ah, pobre coração
Entrou no olho do furacão.

Agora o que me resta?
Diante das muralhas da prisão
Achastes uma fresta
E entrastes como água do mar em rocha
Inundando-me
Invadindo-me
Lavando-me
Curando minha cegueira e minha cólera.

AH! Sagaz solidão,
Megera,
No teu matrimônio
Jamais imaginastes tal armadilha
Será insensata quimera?
Como presa caístes
E o lobo prestes está
A consumir-te 
Mas ele olha-te nos olhos
E sua imagem se reflete
Como num espelho de pupilas dilatadas
Enxergando seu eu
E todo o amor que a si remete.

Sente-se então como sob a sombra de uma figueira
Admirando a aurora
De um dia de verão
Aonde os raios se transpassam entre as folhas
E o frescor dos ventos suaves
Não refrescam o calor de outrora
Calor de vida própria
Ei, por favor,
Não se demora
Meus desejos são p'ra já,
Agora!


                               (Lígia Breyer)

6 comentários:

casa da poesia disse...

...um sopro em devaneio!...lindo, poetiza!...e para ti...

"vindimai,vindimadores!"...

Lillyca Breyer disse...

Muito obrigada!
Boa,é época da vindima,vós vindimais?

Carlindo Sousa disse...

Tu tens a chave da prisão e o comando da tua vida. Quem tu amas faz te sofrer, pois não te dá o que tu lhe queres dar. Dá tempo ao tempo..ele traz sempre uma resposta. Tem calma e tudo se resolverá a teu gosto.

Lillyca Breyer disse...

Que lindoooo miguxo!Dissestes tudo!
Obrigada!

Alex Gabriel disse...

Ei, Lígia. Muito legal o seu blog, tanto em termos de conteúdo quanto em termos de layout. Este poema em especial é lindo... Parabéns e tudo de bom.

Lillyca Breyer disse...

Nossa,que bom que gostastes!Fico lisonjeada,muito obrigada!
Bjs

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